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Peregrina dos caminhos ancestrais, artista plástica, astróloga, terapeuta holistica, escritora, antropóloga, inspirada, determinada, destrambelhada, eterna aprendiz.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Um pouco de Clarisse



Quero escrever o borrão vermelho de sangue Clarice Lispector

Quero escrever o borrão vermelho de sangue
com as gotas e coágulos pingando
de dentro para dentro.
Quero escrever amarelo-ouro
com raios de translucidez.
Que não me entendam
pouco-se-me-dá.
Nada tenho a perder.
Jogo tudo na violência
que sempre me povoou,
o grito áspero e agudo e prolongado,
o grito que eu,
por falso respeito humano,
não dei.


Mas aqui vai o meu berro

me rasgando as profundas entranhas

de onde brota o estertor ambicionado.

Quero abarcar o mundo
com o terremoto causado pelo grito.
O clímax de minha vida será a morte.



Quero escrever noções

sem o uso abusivo da palavra.

Só me resta ficar nua:

nada tenho mais a perder.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A cauda do escorpião

O símbolo negro sempre esteve tão presente, ainda que eu não conseguisse decífrá-lo.
Há a idade do tempo oficial de vida das pessoas e há a idade que se conta pela abertura dos olhos. Pelo intimidade que se cria, quando as coisas se deixam revelar. A idade do olhar desvendado.

O poderoso passou deixando seu rastro de veneno... não só o luto pela morte do que nunca havia existido, como também a despedida das coisas que me eram caras.
Uma sucessão de perdas que só parou de acontecer quando eu finalmente  pude dizer: Ok, agora eu te conheço. 
Uma espécie de iniciação.

Das coisas que se foram.
Eu acredito no eterno ciclo, retornarão e tocarão de novo a minha emoção.
O amor se foi, foda-se outros virão.
Marília se foi, mas nos encontraremos de novo. 
Perdas.
Pela cauda do escorpião.


Dizem que tudo tem início meio e fim
Não acredito em finais
Acredito nas mudanças
Como aquelas que você me ensinou
 Marília, amo você pelo que você me ensinou a ser.
Até breve.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

postagens de uma apaixonada sem noção

"Não é que ele me desnorteie...
é o meu norte que se desloca e vai para a direção dele"

"sou segura, livre e sei o que quero, a merda é que ele só liga 3 vezes por semana"

"nessa idade agente não tem que ficar dando mole pros homens. Aquele filé com molho madeira era só uma receita nova que eu estava testando..."

"sou segura, livre e sei o que quero. Que merda, eu ligo ou não ligo...?"

sábado, 17 de julho de 2010

Marília Rodrigues

Enquanto ainda há tempo...

Existem histórias que nunca acabam.

As marcas que ficam em mim são das mais fortes, 
daquelas que ficam gravadas na alma.

Sou quem me tornei porque tive você.

Sei que existem histórias e histórias,
histórias de escolhas que ninguém entendeu.
Histórias do seu livro secreto, que ninguém leu.

Nada e ninguém  pode tirar de mim
o privilégio de ter na minha vida um punhado da tua vida.

Uma alma tão rica e autêntica não precisa de adornos. 
Só de amor.

Dedico o meu amor  a você, 
que vai continuar existindo em mim.

Mãe Bida!
Bida!
Bida!

(Primeiro, eu segundo eu, terceiro eu! Tim-tim)


Resgates

Naquela altura com o vento no rosto e nos cabelos parecia
que eu flutuava no tudo
tudo fluía, nenhum esforço
sua virtude, sua força e seus membros
eram a minha extensão
meu desejo, minha entrega e meu êxtase
eram o seu estímulo
nós e o galope.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Refinamento da alma


O superego é muito esperto. Ele fabrica várias ferramentas para salvar o seu alinhamento. As vezes memória curta, as vezes amargas lembranças, sempre tudo que o satisfaça. Bichin difícil de domar.

Tem um problema... conheci seus padrões, agora fu-deu.

Acabou essa palhaçada, nem vem que não tem. Chutei o balde que tava ali cheio de status quo dentro. Arrebentei a boca do balão que voou descoordenado e me levou para fora da zona de segurança.

Pois é. Tô rodando a baiana e sainda de mãos nas cadeiras, rebolando de saia rodada e tamancos batendo na sola do pé.

É Rosa, refinamento é entrar no fundo de si. Estou fora e estou dentro de tudo.

Uma alma refinada não se abala. Entende.

E como o diamante, multiplica a luz, as cores, as formas.

Amo existir. Essa é a unica coisa fixa em mim.


domingo, 3 de janeiro de 2010

O Luto

Mesmo quando somos nós quem escolhemos deixar morrer, há que se chorar, há que se fazer luto. Pela partida de todas as esperanças que depositamos, pela morte de toda a alegria do encontro que deixou de ser, pela frustração de não termos conseguido transformar em tempo. Tudo o que morre um dia foi vida e encheu nosso horizonte de esperança.

sábado, 1 de agosto de 2009

sábado, 23 de maio de 2009

Conceição


Conceição teve 7 maridos. Uns por paixão outros para garantir que nada faltasse a mesa dos filhos. Não importa, porque sempre assumiu as consequências de suas escolhas.

Mas a história não começa assim, a bela e jovem cabocla Conceição cansou da vida de São João Del Rei e de catar as moedas que o padrinho jogava de cima do cavalo sem sequer responder "deus te abençôe". Assanhou de ir pro Rio de Janeiro, aonde poderia trabalhar, comprar roupas modernas e sapatos finos e quem sabe até, cantar.

No Rio de Janeiro Conceição encantou. Mas levou muito na cabeça até entender que mulher sabida e independente só servia pra cama naquela cidade que não era tão moderna quanto ouviu falar.

Se estabeleceu em Nilópolis, era esperta e trabalhadeira, logo consegui casa e trouxe a mãe e a irmã para a nova vida. Tá certo que não tinha córrego atrás da casa. Mas a casa era de tijolo e tinha até banheiro. Não era mais necessário sair de madrugada quando precisava de ir na casinha.

Conceição queria mais. Cismou de trabalhar com as madames.  Sempre chegava cheia de presentes e remédios não faltavam no tratamento da mãe. E cismou também que precisava ir prá mais perto das madames. Casou e foi morar no morro do Turano. Na Tijuca. Naquela época quem morava em morro não era favelado. No morro tinha samba, música. O marido era rico, tinha mais de não sei quantas barracas na fêra. Nunca faltou comida naquela época. E bife com batatas fritas já era frequente na mesa das crianças.

Conceição teve 7 maridos. Uns por paixão outros para garantir que nada faltasse a mesa dos filhos. Não importa, porque sempre assumiu as consequências de suas escolhas.

No terreiro ela rodava sua baiana que só ela. Nunca ví mineira tão baiana na minha vida. Ela disse pra mim ha poucos anos que é porque as suas origens vieram se formando desde a África, Portugal, Bahia até São João Del Rei, em Minas. Meio negra, meio india. Achei boa a explicação. Era faceira e arredia ao mesmo tempo. Nem mulata nem índia. Era fascinate a sua voz que oscilava entre a voz humana e o canto de uma deusa. Ou um trovão. Quando queria. 

"Riiiiiio tu não és mais criança, Riiiiiio te abraço toooda hoora!" Cantava e dançava como como se avida fosse só cantar e dançar. No dia seguinte as 5 da manhã já subia com a lata d'água na cabeça, deixava tudo prontinho pras crianças, antes de procurar um novo trabalho e, consequentemente, um novo amor.

Conceição era assim, um misto de Oxum com Iansã.

Um dia a privada quebrou. Trouxe outra novinha, sozinha, da Rua Barão de Mesquita até o alto do morro do Turano. Tá certo que só chegou as duas da manhã. Mas também se não tomasse aquele "rabo de galo" e mais umas cervejinhas, talvez o povo do lado de lá não tivesse "chegado" garantindo que ela cumprisse ao que se propôs.

Conceição teve 7 maridos. Uns por paixão outros para garantir que nada faltasse a mesa dos filhos. Não importa, porque sempre assumiu as consequências de suas escolhas.

Nunca contei quantos netos somos. Ainda bem que agente se revezava para ir pedir sua benção. É primo que não acaba mais.

Gostava quando ia só eu, aí aquele olhar doce era só para mim. Gostava quando ela dizia que eu era a neta mais carinhosa. Gostava quando ela dizia que eu tinha raça. Gosto quando as pessoas dizem " mas você é bem neta de Conceição mesmo hein!?"

Minha avozinha se transformou numa estrela hoje. O Rio de Janeiro teve o céu mais azul que eu já vi na vida, nesse 23 de maio de 2009. Homenagem de despedida.

À mulher mais linda que eu já conheci!

Márcia.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Bom,
é tipo assim
quando eu quero eu vou lá e pego.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Alba

Alba lua no meio da guerra
É diva que loura o ferido Soldado
Com luz prateada esmaecida
A dar o consolo que é merecido.
(Xenon MG)







quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Luz e Sombra



O peso fazia com que eu me arrastasse. As minhas pernas arrastavam meus pés e a minha angústia arrastava a minha alma.



Dois tentáculos se manifestavam detrás de mim... medusa... Shiva... (?) braços semelhantes aos meus, só que mais escuros e limitadores. Se me aprisionavam... ou se me aprisionam e eu não enxergo... devo querer saber... (?)



No cômodo escuro da casa escura a porta escura não me deixava sair. O pátio lá fora era frio, chuvoso e desabitado em seu piso vermelho, na pouca luz da pouca vista que eu consegui roubar enquanto tentava avançar pela porta.



Na verdade a luz mais próxima era a artificial no cômodo ao lado, aquele que sempre se faz presente eu não consigo decifrá-lo...



Minha face oculta, minha bela amaldiçoada, minha feia, impura, desnecessária e irreal. Por quê grita tanto? Porque deseja tanto nascer no palco?



Nesse parto de mim aonde a dor é muda e surda, a angústia da perspectiva de recepcionar a filha indesejada... uma espera por quem, numa arquitetura sarcástica do universo, somente ela, a que enclausurei e esqueci pode me mostrar a bússola da viagem.



A portadora da minha rosa amarela quer chegar, quer sair, para poder entrar.





sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sobre evolução


Saí da nutricionista confiante... menos 2 Kilos por mês sem privações nem sensação de culpa é bom demais. O mais legal não é só isso é como os desejos e objetivos vão tomando forma quando dentro da gente acontece o encontro. Como disse bom demais.


Entretanto não ando esfuziante de alegria chata contagiante... pelo contrário tô na fase de encubação de novo. Acho mesmo que faz parte do ciclo, parece que passo um período armazenando informações, escolhas, redirecionamentos, sentimentos, novos olhares em torno, até que chega a um ponto em que eu me peço para parar e processar tudo. A partir daí é como se tivesse chegado a uma nova etapa, uma nova plataforma, para então começar tudo de novo.


Tenho um profundo amor pela humanidade, pelo existir, pela existência. Mas é muito difícil me colocar de forma plena num mundo aonde as pessoas exigem de mim um comportamento benevolente, caridoso, padrão em concordância com as suas próprias idéias limitadas e hipócritas sobre as circunstâncias da vida.


Ninguém está disposto a te aceitar, se você não fingir ser o que não é... mas enfim, sendo assim, eu já fiz a minha própria escolha em não ser aceita. Pois maior que isso, escolhi que na minha vida eu não participo mais do que eu não quero. E a minha melhor parte será sempre um valioso tesouro guardado somente para quem realmente souber ler o mapa.


Mas também não comecei a escrever hoje pra ficar nesse blábláblá de aceitação, kkkk.


É que no papo com a nutricionista falamos da renovação das células, de como as novas células chegam renovadas conforme a nossa nova postura na alimentação e gradativamento o seu próprio organismo passa a te solicitar aquilo que o compõe.


Como eu alimento meu pensamento, minhas intenções, minhas atitudes e meu propósito de vida com as minhas crenças e valores mostra-se evidente a necessidade com o compromisso de constante renovação, aprimoramento e justo direcionamento dessas crenças e valores.


Cada ser é uma estrela e tem o direito à luz ao tempo em que desejar.



quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Alegria, leveza, imaginação



Toda mulher pós 40 precisaria ter...


um amante intenso

aulas de Yoga


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Bel






Arde e dança em mim o fogo,



eu ardente



eu dançante



se amam em mim coragem e intuição



reinvento



muros derrubados



tratatados assinados



de novo e nova






quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Cachucha, Chamica, Lica, Nininha, Ninha, Márcia

Eu queria ser cantora, minha mãe sempre disse que eu canto muito bem... as pessoas que me ouvem ao telefone dizem que tenho bela voz,
mas eu queria mesmo era ser pintora, ahhh, e mesmo sem nunca ter conhecido as noções da arte eu pinto tecidos, minhas toalhas de mesa dos sabás, meus vidros, meus cabelos, o sete;
não tive muito sucesso quando eu queria ser atriz, tinha que rir demais , ou chorar demais... não gosto de nada demais, mas gostava de escrever as peças;
queria ser poetiza, mas não vejo beleza nas rimas, gosto dos segredos guardados na escrita, então meus poemas ninguém entende;
eu queria ser feliz, mas eu achava tão simplórias as mensagens dos livros de auto-ajuda, aí eu casei, cansei, descasei, viajei, virei hippie, fiquei fashion, morena, loura ruiva, botei lente, aprendi ingles, me diverti com o espanhol, enjoei da psicologia com uma gente fútil, aprendi a dirigir caminhão, pulei muro para roubar mamão, fiquei com nojo de panelinha, ví um Brasil que muitos não sabem olhar, tive dejavú em Macaé, fiz xixi na Lapa, venci concursos de dança (mas a minha dança mais exuberante foi com um gay muito manero no Catete), fiquei nua em Cabo Frio, fui violentada em búzios, fiquei com fome quando tava grávida, tive um coelho que tomava banho e se chamava Peter Blau, tive um galo chamado Abigail, fugi de casa com 3 anos, tentei de no aos 12, mas só aprendi sobre a liberdade aos 40...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Crenças



desgarrar-se é ser livre

e aprender a ser livre é deixar as coisas passarem

e quando as coisas passam é porque se transformaram em outra

e sendo outra devem encontrar seu novo espaço...

então deixar ir é na verdade se renovar também,

abrindo o seu próprio espaço para o novo que vem para você


reluto muito antes de criar alianças, sempre fui assim

o jeitão saturniano já me atrapalhou bastante enquanto eu não sabia me harmonizar com ele...

na balança, hoje, sei que na verdade ele mais me ajudou do que outra coisa


Nunca me decepcionei com as pessoas. São pessoas.


Cada passagem é sempre experiência pois é assim que conduzo a minha própria passagem por aqui.



A minha da ligação com (...) me trouxe uma nova experiência essa semana.
Essa experiência me mostrou que estou em plena e em harmonia com essas alianças.


Minhas poucas escolhas são todas muito boas. Permaneceremos juntos enquanto nos tranformamos juntos... que assim seja enquanto tiver de ser. Até o momento de deixar passar.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Templo de Apolo em Delfos




Conhece-te a ti mesmo;




Louva a virtude;




Agarra-te à disciplina;




Nada em excesso

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Diana


segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Primavera



Muitos defendem que podemos enganar a todos mas não podemos enganar a nós mesmos, mas sei que as vezes é mais fácil enganar a nós mesmos do que os outros... os outros, se enganados, é porque simplesmente nao tinham interesse nas nossas verdades.


Lugar comum "sempre caminhei só", pois que sempre agente se viu na obrigação sutil das máscaras e algumas máscaras agente se acostuma e nos fazem esquecer do nosso rosto; outras máscaras, que nunca se ajustaram na medida, causaram um certo cansaço no esforço do ajuste, chegando a um ponto de exaustão em que finalmanente agente dá o basta e não tenta mais. Poucas essas. Às vezes poucas máscaras, às vezes as poucas pessoas que dão o basta.


Em todas as escolhas, em cada atalho, cada picada ou avenida, os Deuses estiveram presentes; tudo o que parecia rebeldia, sonho impossível, irreverência, paixão ou frieza era o que tinha de ser, para que o hoje se tornasse possível.


Cada calar, cada gritar, cada dissimular, cada entrega, cada confiar, cada marca, sempre permitiu que o caminho se fizesse.


E sempre foi que as alegrias eram autênticas, o oferecer era sincero, o desprendimento era real, o acreditar era o mais puro e sempre assim foi, para que o caminho se fizesse.



segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Ciranda de gatos


Todos os dias a vida tem uma bela surpresa para você. Basta saber recebê-la!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Amor





Vivo pregando a liberdade e muitas vezes sou questionada pelas crianças sobre as aparentes incoerências entre a liberdade que prego e o controle que as vezes eu percebo ser importante utilizar.


Vivemos num mundo em que alguns acreditam ser o mundo da matéria, da terceira dimensão. Alguns, pois a maioria nem sequer pensa nisso.


Não vivemos num mundo de matéria, essa crença foi instituída na intenção de facilitar um processo de escravidão dissimulada. Mas sobre isso eu falarei em outro momento.


Aonde quero chegar é que a terra, nosso mundo, sendo permeada por sutilezas e energias que pulsam que vibram o tempo todo, pois essa é a sua natureza, não é estática, não é imóvel, por que algo aqui seria absoluto? Assumindo eu a minha verdade sobre o nosso mundo.


Nesse caso, orientados pelo bom senso, percebida a natureza dos fatos, considerando as afinidades e as repulsas, existem momentos em que a uma suposta liberdade pode e deve ser acompanhada bem de perto e cerceada até, talvez.


Falo em suposta liberdade pois a verdadeira eu não encontro palavras para a definição, desse vibrante estado de plenitude que a palavra, em se considerando matéria, estática, não tem o poder de alcançar. Talvez quando chegar o tempo em que agente conseguir vislumbrar o verdadeiro potencial da palavra... mas isso também é assunto para outro dia.


A liberdade não corrompe, não mima, não ilude, não sobrecarrega, não honera, não leva a erros, não leva a libertinagem, não leva a enganos, não causa acidentes, nem tragédias.


A liberdade te trás a plenitude, amplia a tua visão e te faz enxergar a natureza das outras expressões e você é feliz, isso é plenitude, ter fé na vida e nos seus diversos ritmos, saber que cada evento tem o seu próprio ritmo e tempo de acontecer, ser livre, estar pleno; e estar pleno é não ter dúvidas.


Esse texto começou porque eu me lembrei do vôo que tomei anos atrás para salvador. Foi de manhã e eu estava superexcitada em viajar para a mítica Salvador. Eu não estava nem aí para OM, AUM, meditação, rezar: eu só pensava nos negões capoeiristas, olodum, praia e acarajé. Mas como sempre... quis sentar na janela.


Foi um dos mais belos eventos na minha jornada de bruxa que não sabia que era, olhar para baixo, ver a região arborizada do interior, aquele tapete verde maravilhoso e depois sentir o tapete ondulando... perái, o que é isso? Continuei olhando e percebi que recebi um dos presentes mais lindos dessa minha caminhada. Ver a terra pulsando. O verde tinha agora outra tonalidade. as ondulaçoes eram reais. Vibrava e eu podia sentir o cheiro. Desaguei. Desabei em lágrimas.


Cada coisa a o seu tempo... os mistérios do tempo...


Levar a vida de forma ecologicamente correta é caro. Na verdade muito caro e na maioria das vezes não se tem apoio nenhum de familiares.


Mas levar a vida ecologicamente correta porque recebeu uma dádiva que é a compreensão do sentido da vida é ser livre. Ser livre é respeitar a vida e todas as suas manifestações.


É possível que agora eu esteja chegando perto do verdadeiro sentido daquela palavrinha, qual era mesmo... ah, AMOR. Um dia eu chego perto desse estado que acredito sim , ainda não seja desse mundo. Mas esse também é um assunto para outro dia.




sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Diferenças


Compreender que existem diversos níveis de inteligência também é um exercício de inteligência.

Compreender não é saber, compreender é dedicar-se ao saber, é colocar-se no universo do que se compreende.

Notar-se em nível mais adiantado no conhecimento das coisas não deveria ser motivo de arrogância, nem de piedade. A piedade não está relacionada com o respeito.

Estar em nível adiantado de conhecimento deveria inspirar a tornar isso útil, num mundo em que é necessário materializar as idéias para que elas sejam conhecidas, aceitas ou não.

Traz muito conforto pessoal saber relacionar-se e comunicar-se em estado de compreensão e respeito às diferenças e diversidades de idéias..

Todo homem contém o divino, mas cada um deve, ao seu próprio tempo, trabalhar a expressão do divino em sua jornada.

Relacionar-se não deveria causar insatisfação, constrangimento, piedade, arrogância, presunção, soberba, ira ou tirania.

Quando um dos lados compreende isso, a troca se dá em termos de cada um receber o que se permite, compreendido o limite do que sabemos ser o outro capaz de transmitir.

Inspirado no poema abaixo, que copiei da lista da Isis:


"Cada Um

Cada um dá o que pensa.
Cada um cede o que tem.
Cada um encontra o que procura.
Cada um recolhe o que semeia.
Cada um aprende o que estuda.
Cada um dispõe do que entesoura.
Cada um permanece onde se coloca.
Cada um realiza o que imagina.
Cada um mentaliza o que sente.
Cada um faz o que deseja.
Cada um recebe conforme pede.
Cada um se mostra finalmente por fora como age por dentro.
Cada espírito é um mundo por si.
Cada coração é continente diverso da vida infinita.
Cada propósito é uma força.
Cada anseio é uma oração.
Cada atitude é uma causa.
Cada resolução é um movimento.
Cada existência é um livro original.
Cada gesto é uma semente que produz sempre, segundo a natureza que lhe é própria
.

Do livro Cartas do coração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier."

quarta-feira, 3 de setembro de 2008




Meu irmão dizia que eu perdia meu tempo com cultura inútil, quando éramos mais jovens...


há cerca de 20 anos éramos mais jovens...


Tudo muda, tudo mudou, nós mudamos.


No entanto eu continuo gostando do Raul, do Pessoa, do Iron


Mas gosto também da Björk, do Nando Reis


eu estou cada vez mais inutilmente culta hehehe...


Tenho ensaiado voltar a praticar Astrologia, ensaiado ainda


Creio profundamente que a religião e a ciência foram separados por interesse político,


creio profundamente que a religião é da fé, que fé é da emoção


e que sem a emoção que nos impulsiona as novas descobertas agente não faz ciência


huuuhhhmmm, não tenho mais saco para justificar os porques das minhas escolhas inúteis.


Depois dos quarenta agente já nem precisa mais justificá-las.


Me deixa consternada ainda, em relação as pessoas tristes e aflitas o não entendimento da emoção como mola propulsora de tudo o que obtém na vida.


Vista como ferramenta, todo mundo a tem mas poucos se interessam pelo manual de uso.


Segue assim, mal usada, machucando agente, machucando em volta.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O Cio da Terra



Debulhar o trigo

Recolher cada bago do trigo

Forjar no trigo o milagre do pão

E se fartar de pão

Decepar a cana

Recolher a garapa da cana

Roubar da cana a doçura do mel

Se lambuzar de mel

Afagar a terra

Conhecer os desejos da terra

Cio da terra, a propícia estação

E fecundar o chão

......................................Milton Nascimento / Chico Buarque




terça-feira, 8 de julho de 2008

Lembrei melhor, eram zumbis lobotomizados. Tinham um furo ou na testa ou na têmpora.

Acho que era a massa cega.

Cidadãos da matrix.

Seqüelas do sonho, ainda

Na verdade tenho me questionado muito sobre a questão "respeito pelas individualidades X omissão".

Acho que o indivíduo tem todo o direito de ficar doidão, andar pelado, virar mendigo e se atirar na linha do trem.

Mas acho também que eu e você temos responsabilidade sobre o fato, quando não desejamos ter o trabalho de compreender o que levaria um indivíduo a chegar nesse ponto.

Aparentemente só "compreender" não teria praticidade. Aparentemente. Porque eu acredito que "compreendendo" é que teremos o norteamento para a eduacação dos nossos, filhos, sobrinhos e dos amigos dele. Isso pode formar uma rede. Meia dúzia de olhos e mentes despertos é um resultado positivo sim.

Ensaio sobre a loucura

Melhor amiga e pior inimiga, a máquina que você tem que aprender a dominar para não ser absorvido por ela. O cérebro para mim é ela. Cheia de truques e charminhos, sempre digo que ela sempre te dá o que você pedir. Não está pronto para receber? Problema seu. Não soube pedir? Problema seu maior ainda.

Acho que ela anda cheia de ser subjugada e colocada para escanteio. O número crescente de pessoas com manifestações de desequilíbrios emocionais (mentais) atesta isso.

Acho que essa maneira objetiva e linear com que ela vem sendo estudada têm sido humilhação demais para uma autoridade tão potente. Não acho que ela (a cérebro) fique doente. Acho que ela se rebela e boicota. Não só pelo mau uso individual, mas, e principalmente, pelo mau uso, permissividade, atrofias, manipulações e omissões coletivas. Um organismo individual em aspectos físicos, mas integrante e ativo da e na rede do mental universal.

Um ensaio maluco, baseado nas impressões do sonho que tive essa noite.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Eu


sexta-feira, 20 de junho de 2008

Muito boa essa:

"Ajudar é diferente de interferir. A interferência consiste em tentar mudar o outro; a ajuda consiste em favorecer o outro a seguir o caminho dele". (Masaharu Taniguchi - mestre oriental).

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Trecho do Poema do faraó Akhenaton


Nasces glorioso no limiar do céu,
Oh Áton vivo, princípio da vida!
Quando surges no horizonte nascente do céuInundas de beleza toda a Terra.
És adorável, grande e resplandecente,
Elevas-te nas alturas sobre as terras que criaste,
Abraçando-as com os teus raios,
Cingindo-as para o teu amado filho (Akhenaton).
Embora estejas longe, os teus raios estão na Terra.
Embora enchas os olhos dos homens, as tuas pegadas são invisíveis.
Quando mergulhas para lá do limite poente dos céus.
A Terra escurece como que tocada pela morte.
Os homens dormem então nos seus quartos,
De cabeça coberta, incapazes de se verem uns aos outros.
Os seus tesouros são roubados debaixo da sua cabeça
Sem eles saberem.Os leões saem dos covis,
As serpentes emergem e atacam.
As trevas são supremas e a Terra silenciosa.
O "criador" repousa no horizonte.
A terra refulge com o teu nascimento,
Com o esplendor do teu disco diurno.
As trevas fogem à frente dos teus raios.
O povo das Duas Terras festeja o dia,
Acorda e põe-se de pé,
Lava os membros, veste-se,
Eleva os braços em louvor da tua aurora,
E em toda a Terra inicia o seu labor.
O gado pasta tranquilo,
As árvores e as plantas verdejam.As aves saem dos ninhos
E elevam as asas em teu louvor.
Todos os animais dançam sobre as patas
Todos os seres alados voam de novo,
Voltam à vida com o teu nascimento.
Os navios sobem e descem o rio.
Quando surges abrem-se todas as vias.
Todos os peixes do rio saltam perante ti.
Os teus raios bailam no verde oceano.
Pões a semente do homem na mulher,
Criaste o sémen no homem.
Dás vida ao filho no ventre de sua mãe,
Embalando-o para que não chore.
Mesmo no útero és o seu consolo.
Dás vida a toda a criação,
Abrindo a boca dos recém-nascidos
E dando-lhes alimento.

Contos da Lua Vaga - Beto Guedes

Esperança viva
Que o sangue amansa
Vem lá do espaço aberto
E faz do nosso braço
Um abrigo

Que possa guardar
A vitória do sentimento claro
Vencendo todo medo
Mãos dadas pela rua
Num destino de luz e amor
Vem agora
Quase não há mais tempo
Vem com teu passo firme
E rosto de criança
A maldade já vimos demais
Olha
Sempre poderemos viver em paz
Em tempo
Tanto a fazer pelo nosso bem
Iremos passar
Mas não podemos nunca esquecer
De mais alguém
Que vem
Simples inocentes a nos julgar
Perdidos
As iluminadas crianças
Herdeiras do chão
Solo plantado
Não as ruínas de um caos
Diamantes e cristais
Não valem tal poder
Contos de luar
Ou a história dos homens
Lua vaga vem brincar
E manda teus sinais
Que será de nós
Se estivermos cansados
Da verdade
Do amor
Esperança viva
Que a mão alcança
Vem com teu passo firme
O rosto de criança
A maldade já vimos demais

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Tudo Novo de Novo (Paulinho Moska)


Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim
Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim
É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou
E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou
Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Hathor


Amada Deusa que me inspira e me toca.
Gostei tanto dessa representação, que não resisti e copiei.
Pareço eu andando dentro de casa, sem roupa mas toda enfeitada!

terça-feira, 1 de abril de 2008


sexta-feira, 14 de março de 2008

Asas novas.


Sair do casulo tem um preço alto. Entendo que nem todo mundo esteja disposto a decisões que oneram o ego, que ardem feridas, que corroêm máscaras. O processo é doloroso e lento. Doloroso, lento e solitário. Impossível tornar público as suas máscaras em decomposição. Agente esquece o que esconde, mas tem um alerta lembrando que talvez seja melhor não dividir o que foi importante ocultar em algum momento. E quanto mais tempo guardado, maior o risco de ter cristalizado. E nesse caso, mais dor.

Não sei quantas cascas ainda tenho que tirar de mim. Mas me sinto mais leve.

Já joguei fora inúmeras máscaras. Enquanto as jogava fora, me encontrava cada vez mais e, num paradoxo já esperado, percebi que quanto mais me encontrava, menos pessoas ficavam à minha volta...

Não sei se se chega ao fim disso, não sei se há uma unidade em mim. Não acho possível essa unidade... imagino um arco-íris, sendo um, mas compostos pelas 7 cores fundamentais, que mesmo sendo 7 ao se interporem criam novas nuances. Ou a lua, sendo uma e sendo quatro e cada face com seus valores...

Não sei em quantas sairei do casulo... mas sei que todas estarão em harmonia. Acho que estar inteira é estar em harmonia. A harmonia enfim, traz a unidade. Tá ficando bom.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Tua Marca

Queria oferecer os meus abismos
te sentir percorrer meus campos
de relva
e relevos macios
e brisa quente
e ser dominada enquanto galopas
firmado em minha crina
.
.
.
Selvagem
.
.
.
Ousaria eu
em fúria
inverter, te percorrer, te violar, te descobrir
.
.
.
Eu sei
.
.
.
Assim
então ultrajado
você aceitaria o convite
Impiedoso, bruto, impulsivo, ardente, latejante
.
.
.
Ofegante
.
.
.
Tua marca imortal nos meus desígnios

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Para um amor que não vivi

Noites longas, manhosas e úmidas
e cada vez que te procuro, me perco
e cada vez que me perco à sua procura
sou um pouquinho mais feliz

Nunca houve um passado tão intenso
de coisa que dura pouco mas arrebata
sabemos que nunca fostes o primeiro
ainda assim não encontrei a cura de você

Nem primeiro, nem segundo, só o único
de alguém que não sabia se prender
na pressa da fuga, tola, perdi a chave,
os anos passaram
e não era você o meu carrasco

Quem é você agora?
eu não sei quem sou

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Um pouco de Lupcínio Rodrigues e de rosas e de amor

Olho a rosa na janela
sonho um sonho pequenino
se eu pudesse ser menino
eu roubava essa rosa
e ofertava todo prosa
a primeira namorada
e nesse pouco
ou quase nada
eu dizia o meu amor, o meu amor...

Olho o sol findando lento
sonho um sonho de adulto
minha voz na voz do vento
indo em busca do teu vulto
e os meus versos em pedaços
implorando o teu perdão
eu me perco nos teus braços
e me encontro na canção
Ai, amor...
Eu vou morrer buscando o teu amor.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Tem alguém me olhando?


me vejo no escuro. olho para cima e a claridade me ofusca. a claridade me incomoda, mas me atrai. o que teria nela para eu me sentir tão invadida...? tenho medo. como pode um fato tão externo e intenso me invadir tanto, tão pequena? tento perceber por onde, qual foi o caminho que ela encontrou para penetrar em mim. tento baixar a cabeça e me olhar (por onde teria sido) mas minha cabeça bate na parede ao lado. o espaço aqui é pequeno. só me cabe aqui. como essa claridade foi me achar? eu não contei para ninguém. eu vim em silêncio e devagar para ninguém perceber. acho que deixei algum rastro... que bom, porque eu vou segurar nessa corda, subir e me procurar. acho que ela entrou em mim porque eu entrei nela... tem alguém me olhando?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O Sagrado e o Profano - By me





Vinha tentando falar sobre esse assunto há dias em casa, mas nunca nunquinha o nó na garganta me deixava... cheguei a adotar a postura do foda-se.
Foda-se ninguém vai ouvir minha dor, minha dó, meu grito engolido e deixei passar e passar e passar e não passou.

Ontem quando acordei - não sei se pela Lua, pela chuva, pela TPM, ou pela ressaquinha mesmo - não sei porque cargas d'água eu me desarmei e desaguei sobre a tranposição do Chico, do magestoso, do universo São Francisco

Foi realmente um deságue,

mas no meio do meu chorinho babaca me toquei: minha dor e minha dó nem de longe podem se comparar ao que na verdade nem tem nome.
Qual seria o nome apropriado ao sentimento de milhares de vidas, de todas as espécies de vida que já pressentem a violência, a transformação irresponsável, egoísta, medonha, vendida e comprada? Vibração de espanto, pavor, súplica, consternação...não deve ter nome mesmo... não desperta o interesse, pra quê classificar?


Ainda ontem


sentindo um amor imenso, angustiado e sufocado lembrei de novo da minha lúdica infância na chácara aonde meus avós eram caseiros, a casinha era de taipa... eram tantas e coloridas flores, que o choro tá vindo de novo.
Tinha aranha e camaleão.
Goiaba e jamelão.
Quando eu sonhava, lá era como se fosse um portal para outros lugares mágicos...
uma vez,
lá,
eu vi um unicórnio...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Recordações deliciosas de adolescência...

QUATRO
(Beto Guedes e Marcio Borges)

As quatro luas
Na tua pele morna
Desenham meu sinal
Mistério de teus abismos, mulher
De todo amor poder vencer
O turbilhào de viver
Teus olhos claros são meu farol
As quatro cordas
Do instrumento choram
Exatas como o sol
Clareia o céu
A cada manhã
E um acorde faz nascer
O infinito querer
Bem
Teus olhos claros são meu farol
Estrada longa estrada
A me levar sempre embora
Nas quatro direções
Da rosa dos ventos
Tarde demais
Agora estou tão preso a ti
Meu corpo quer te levar
Teus olhos claros são meu farol
A nuvem pálida
No céu desses meus desejos
Encobre toda a paz
E põe no meu caminho quatro ilusões
Amar, viver, cantar e ser
O que eu não posso negar
Não
Teus olhos claros são meu farol

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Paradigmas, paradoxos, liberdade e o ser anti-social

Marca logo essa data de casamento... daqui a pouco a barriga começa a aparecer e o que os vizinhos vão dizer?!

Era assim nos meus verdes anos suburbanos. Não que eu tenha casado grávida, não que eu tenha casado, na verdade tive meu primeiro filho com quase 25 anos.

Dois mil anos é coisa prá chuchu (ou xuxu?) pra gente querer parar de ser escravo. Agente adora ser escravo. Meu filho de 13 anos só fala em laburguini gallardo (é assim? caraca tô lá nas nuvens hoje!) e minhas amigas estão chocadas porque ainda não fiz uma progressiva.

Liberdade dentro da cabeça. Porque fora dela é mais caro.

Comprei mais uma bota. A bota que ganhei dele eu não posso andar na chuva porque ele sabe o quanto custou. Enfim: comprei uma bota nova para andar na chuva e ele não pode saber o quanto custou. Simples assim.

Acabei de lembrar: o ser humano tem inclinação a se escravizar e a ser enganado também.

Meus comentários se limitam às pessoas de quem gosto e estão à minha volta. Prá que eu vou comentar quem eu não gosto? Não perco tempo com o que não gosto. Gosto mais de gostar. Até porque não é muito caridoso, digno, de bom tom e bláblá se assumir que não se faz esforço para gostar de alguém.

Aqui no meu cerebelo, penso que me esforçar para fingir que gosto envolve também a liberdade e o direito a existir da esquecível criatura.

Não baby, não sou humilde, sou educada. Bom dia, boa tarde, boa noite, com licença, por favor, obrigada..mas, quem foi que passou mesmo???

As pessoas não te aceitam quando você decide que não é um mais um do rebanho. Mas depois que você realmente ultrapassa a cerca tudo fica muito divertido.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Fotos de Wolfgang Weitzel



Essa imagem encantadora e encantada seria o fruto do amor do fotógrafo suisso Wolfgang Weiser pela natureza. Segundo divulgaram na internet ele simplesmente fotografa e o resultado é assim: belo e mágico, como tudo na natureza...

Acesse o link sob o título.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Verdades que libertam...

"Esta é a dura realidade iniciática: tanto o "Bem" quanto o "Mal" não existem
no Universo a não ser em termos da conveniência pessoal de cada ser vivo. Para o
tubarão, "Mal" é o arpão do pescador; para a aranha caranguejeira, "Mal" é o ferrão da
vespa caçadora que faz dela, ainda viva mas paralisada, alimento para as larvas da
vespa. Para os homens estúpidos, "Mal" são os homens de gênio que tentam faze-los
pensar."
Trecho do livro Ataque e Defesa Psiquica da Astrum Argentum

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Quero dizer...

Gosto das diferenças, gosto da surpresa, do inesperado, da chuva, do vento e da tempestade;
gosto das manhãs azuis que o sol permite. Gosto dos bolinhos de lama dos meus 5 anos. Gosto do quem me diz sim, gosto de quem me diz não.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Não gosto do igual, não gosto de coisas mornas, não gosto do normal.
S
e
i
q
u
e
v
i
d
a
s
e
m
. sabor de preciso movimento de Preciso . feliz faz me não paixão

domingo, 1 de abril de 2007

A Estrela


Ela me dá sempre a certeza de que vai ficar tudo bem

500 mg 2x por dia

Eu não sinto saudade dos tempos de criança. Pelo menos não dos tempos que começaram aos 10 anos de idade... tempos em que comecei a conviver com perdas, perdendo pessoas, pessoas perdendo máscaras... e antes disso tudo brilhava e era mágico até as pessoas...

Lembro daqueles tempos com o respeito que se deve ter por tudo o que detém conhecimento. Meus tempos, meu arquivo. E eu era criança e já era velha. Nada me surpreendia, quase tudo me entediava e eu já gastava muita energia tentando parecer o que eu deveria ser.

Eu não sinto saudades daqueles tempos. Acho que o esforço que eu empreendia tentando omitir minha natureza deve ter contribuído para essa tal de hipertensão pós 35. Talvez. Tudo parecia muito diferente de mim. Em lugar algum eu achei meu lugar. E torci para que os anos passassem... talvez depois...

Lembro do sermão da professora de Direito na adolescência "vocês podem ser mais um na multidão. É só querer: ser mais um medíocre no meio de milhões de medíocres não requer muito esforço. Basta continuarem como estão."

Eu não era medíocre, eu não queria ser medíocre, meu pai não queria que fossemos mediocres. Nossa, mas como é só uma pessoa que não é medíocre.

E eu brincava " ok, meu QI é alto, mas o quê que eu faço com isso?!!!

Os anos passaram, estão passando e agora eu brigo todo dia para que 3 pessoas não se tornem mais um na multidão. Tá, são 3, mas o agora é bem mais divertido. Mesmo com o Aldomet 500 mg 2 vezes por dia.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Faltou eu me despedir e agradecer

Mãe Celi se foi.
Foi, na segunda-feira.
Segunda-feira, dia 19 de março de 2007.
2007 e eu ainda não escolhi meu caminho religioso, não fiz todas as perguntas,
não beijei suas mãos, não vi o seu sorrizo, não ouvi suas broncas, não apresentei Maria Antonia.

"Minha querida, aonde estiver, receba minha gratidão e saiba que continuarei
estudando e quando escolher um caminho, será um caminho digno
onde poderei por em prática tudo o que aprendi
com sua amável presença."

segunda-feira, 19 de março de 2007

Arco-Íris (Fátima Guedes)

Fadas e gnomos
Todos os duendes de todas as matas
Todas as pedreiras, fios d'água, cachoeiras
As outras cores do arco-íris

É segredo nosso
Quisera falar das coisas que não posso
Do que faz do ar, a brisa, e a brisa de vento
E o vento de ventania

Essa magia
Essa força que comanda cada elemento
É a poesia
De se recriar e escolher o momento

De ser uma rosa
E de ser o elfo que mora na rosa
Ter um brilho intenso
Como o sol e como o ouro no final do arco-íris

domingo, 4 de março de 2007

Pipa - Tibau do Sul (RN)

E assim surgiu Maria Antonia. Não dava prá ser diferente...

Adoro o círculo

Às vezes devagar, prá depois acelerar; de passo em passo, cada momento e detalhe, prestando atenção à tudo e mergulhando de olhos fechados... só sensação, espaço e tempo, sempre recomeçando e tudo tão diferente.
Adoro o círculo. Início, meio e finício e meio e finício e meio e finício e meio e...
Adoro o círculo: Bom dia pro sol, beijos, afagos, abraços, corre-corre, pega, devolve empresta, arruma, guarda, desliga, beijos, afagos, boa noite prá lua.
Adoro o círculo.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Milton Nascimento sabe das coisas:

A Festa



Já falei tantas vezes


do verde dos teus olhos:


todos os sentimentos me tocam a alma


alegria ou tristeza.


Espelhando no campo, no canto, no gesto,


no sonho, na vida.


Mas agora é o balanço essa dança nos toma


esse som nos abraça, meu amor : você tem a mim...


O teu corpo moreno


vai abrindo o caminho,


acelera meu peito,


nem acredito no sonho que vejo.


E seguimos dançando, um balanço malandro e tudo rodando.


Parece que o mundo foi feito prá nós


nesse som que nos toca.


Me abraça e me aperta,


me prende em tuas pernas,


me prende, me força, me roda, me encanta,


me enfeita num beijo.


Por do Sol e aurora


Norte sul leste oeste


lua nuvens estrelas


e a banda toca


parece magia


e é pura beleza e essa música sente


e parece que agente


se enrola converte


e então de repente você tem a mim